segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Esqueci de dizer...

Esqueci de dizer que te amo, em todas as vezes que te vi chorar;
Esqueci de te lembrar de tua beleza, todas as vezes que te vi se desvalorizar;
Esqueci de dizer que você não tem culpa, em todas as vezes que vi você se culpar;
Esqueci de dizer que é possível ser feliz, em todas as vezes que te vi desistir da felicidade;
Esqueci de dizer que você pode ser quem você quiser, em todas as vezes que você se reprimiu;
Esqueci de dizer que você pode dançar livre no vento, em todas as vezes que você se prendeu;
Esqueci de dizer que você também pode amar, em todas as vezes que você abriu mão disso;
Esqueci de dizer que você é forte, em todas as vezes que te vi fugir de seu próprio eu;
Esqueci de dizer que você é uma pessoa única, em todas as vezes que você se sentiu excluída;
Esqueci de dizer que você pode ser delicada, em todas as vezes que se fingiu de durona pra tentar se defender;
Esqueci de dizer que você é indestrutível em sua essência, em todas as vezes que você sentiu medo de viver.

Eu realmente esqueci de te dizer isso em todos estes momentos, refletida na imagem do espelho, procurando por algo que viesse de fora. Mas nem mesmo seu reflexo te deu esta resposta. Nem mesmo sua razão te trouxe este conforto.

Mas agora não vou me esquecer de te dizer que, neste momento, você está incrível; e também não vou me esquecer de te dizer quão linda, leve e radiante você está; olhe para mim, seu reflexo, e veja o que eu te mostro: veja seus olhos como brilham. Você está livre. E não posso me esquecer do mais importante: eu me amo profundamente porque você se ama profundamente. Olhe para mim e você verá a transformação. Eu sou apenas o seu reflexo, e você não poderia estar melhor.

terça-feira, 5 de abril de 2011

What now?

Esses dias andei pensando na vida, pensando em tudo o que aconteceu nesses últimos dias e devo admitir que estou confusa. Mas pior, confusa até comigo mesma.

Será que mais uma vez eu me enganei ao julgar? Espero que não seja o caso. Está tão difícil de articular meus próprios pensamentos, sabe? Minha cabeça está muito confusa com isso tudo. Tenho até mesmo vontade de chorar o tempo todo sem ao menos entender muito bem os motivos.

Sim, existe amor, isso é fato. Sim, existe insegurança também; e possessividade e ao mesmo tempo, confiança. É, eu disse que estava bem confuso. Eu não conseguia dizer "te amo" - simplesmente ficou tudo calado, quase como em um luto. Meu coração parece estar esfriando... e agora, o que eu faço? Isso me recorda de situações passadas.. de certo modo não é uma situação nova. Eu já vivi algo assim antes, uma vez, aos 16. Mas foi diferente, apesar de parecido. A intensidade foi forte, apesar de ser diversa a situação. Na primeira vez não houveram palavras; dessa vez palavras não faltaram. Explicações em demasia para algo que eu não conseguiria entender racionalmente e menos ainda no meu âmago. E eu aqui reclamando de algo que sequer acabou - mas o buraco que já se criou ainda não foi tampado. 

Meus pensamentos estão confusos, mas eu me sinto, na realidade, vazia. Não vou dizer que esta sensação seja ruim ou boa, um balde vazio pode receber água fresca, ao passo que o balde que nunca renova sua água percebe que ela apodrece uma hora. Mas as coisas não são assim tão simples como poderiam ser. Tratam-se de duas vidas e não apenas de "idéias" ou pensamentos. Aqui eu falo do campo das emoções, pois ontem eu me senti morta o dia todo. E hoje? Quem irá me resgatar novamente para a vida? 

As vezes uma coisa pode parecer uma tremenda bobagem aos olhos de uma pessoa, mas essa mesma coisa pode ser extremamente preciosa pra outra pessoa. Quem está certo e quem está errado? Ninguém. Eu desejava um chocolate, e esse chocolate me foi negado porque foi considerado sem importância, descartável e fadado ao final. Mas como eu desejei provar do sabor desse chocolate, mesmo sabendo que uma hora ele poderia acabar. Eu não me preocupava com o final dele, mas com o sabor doce que me traria enquanto pudesse desfrutar. Pena que tem gente que sequer se arrisca a desfrutar desse sabor por medo dele acabar e dessa forma, deixam de viver por medo da própria vida. Uma pena mesmo. Isso me entristece. Foi assim que o buraco surgiu. E agora, como preencher o vazio da torre que desabou?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu sou como o caos, mas um pouco previsível talvez...

Ninguém poderia compreender os sentimentos que existem dentro de mim a não ser eu mesma, e eles são tão complexos, tão humanos, por vezes mesquinhos, por vezes altruístas, adultos ou infantis, no final das contas eu sou uma mescla disso tudo e mais um pouco. Dentro de mim existe uma menina, existe uma mulher, existe uma mãe e existe uma guerreira, tudo junto e misturado, concluindo naquilo que eu sou: alguém que foge aos rótulos e pode surpreender a qualquer momento. Tenho perfil de mãe? Não. Tenho perfil de donzela? Também não. Tenho perfil pervertida? Também não. Afinal, meu perfil qual seria? A melhor coisa para me exemplificar seria o caos.

Sou intensa, profunda, complexa, tal como o oceano. O caos reside dentro de mim; qualquer ordem aparente se deve aos valores que adotei pra minha vida, que mantém ao menos minha dignidade intacta. Pode-se questionar qualquer coisa a meu respeito, mas minhas atitudes nunca são guiadas por 'pouca coisa'. Sou loucamente apaixonada pela vida e loucamente apaixonada por mim mesma - sim, eu me amo louca e profundamente! E não poderia me amar menos com todas essas qualidades e defeitos que eu tenho, do contrário não seria quem sou!

Eu já disse muito "Não" e também já o escutei e foram essas negações que definiram o rumo das coisas fazendo eu chegar onde cheguei. Minha conclusão disso tudo? Eu aprendi a amar o "Não" tão intensamente ou até mais do que eu amo o "Sim". Mesmo que doa, a princípio, o sofrimento quando passa deixa uma recompensa: o aprendizado. Seria eu capaz de amar o sofrimento? Certamente sim. 

Deixo o vazio para as pessoas que são vazias por dentro; deixo as coisas falsas ou incompletas para quem gosta de se iludir; na minha vida, não existe meio-termo nesse aspecto, minha complexidade não o permitiria. Deixo a fé para quem acha que as coisas caem do céu, e que me perdoem essas pessoas, mas minha oração é a ação, o meu "deus" é meu coração e é a ele que dirijo minhas reverências. O único mundo que conheço é o meu mundo interior. Conheço o meu deus interior, conheço os meus demônios interiores, conheço meu mundo particular, lindo, colorido, intenso, profundo e apaixonante, que por vezes pode amedrontar aqueles que temem o desconhecido.. não os culpo, eu mesma demorei tanto pra me acostumar com isso tudo!!

Eu sou como o caos, mas um pouco previsível talvez...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As vezes uma música diz tudo..



Lithium (Evanescence)

Lithium - don't want to lock me up inside
Lithium - don't want to forget how it feels without
Lithium - I want to stay in love with my sorrow
Oh but God I want to let it go

Come to bed, don't make me sleep alone
Couldn't hide the emptiness you let it show
Never wanted it to be so cold
Just didn't drink enough to say you love me

I can't hold on to me
Wonder what's wrong with me

Lithium - don't want to lock me up inside
Lithium - don't want to forget how it feels without
Lithium - I want to stay in love with my sorrow

Don't want to let it lay me down this time
Drown my will to fly
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go, let me go

Darling, I forgive you after all
Anything is better than to be alone
And in the end I guess I had to fall
Always find my place among the ashes

I can't hold on to me
Wonder what's wrong with me

Lithium - don't want to lock me up inside
Lithium - don't want forget how it feels without
Lithium - stay in love you
Oh I'm gonna let it go

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Abatedouro

Não há satisfação, há tristeza.
Não há alegria, há repressão.
Não há objetivo, há preocupação vazia.
Não há amor, há obrigação.
Não há respeito, há hierarquia.
Não há boa vontade, há o vazio...

Porque este vazio não pode ser preenchido do modo que tudo ocorre; não há expectativa quando se trata da miséria humana na sua forma pior: a miséria da liberdade. Portanto, há lugares que eu chamo de 'Abatedouros', pois são lugares que conseguem consumir tudo de bom que há dentro da pessoa e só lhe resta o vazio.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nem todo mundo deseja o Natal

E eu me encaixo no grupo dos que não desejam!

Mas antes de pensarem em me julgar, tentem entender. Se ainda assim não conseguir entender, bem, tente ao menos me respeitar, é o mínimo. Todo problema tem uma origem e a minha aversão ao natal não foge dessa regra.

Natal é época que as pessoas querem ficar junto com suas famílias... e no meu caso, que família me resta?? Não tive a família que a maioria das pessoas teve, com um pai, uma mãe, primos e essas coisas... fui privada disso tudo por muitos anos, precisei fazer muita terapia pra superar isso. Eu vivia com minha avó que me proibia de fazer tudo o que eu queria, tanto quando criança como também na adolescência, e por sorte hoje em dia não preciso mais viver com ela. Aí logo já pensam que eu reclamo de barriga cheia. Bem, hoje o post será longo, explicando todo um contexto desfavorável pra saúde mental de um ser humano.

Desde pequena nunca tive minha mãe nem meu pai comigo e nem mesmo irmão. Meu irmão mais novo nasceu longe de mim e foi criado longe de mim também. Fui criada com minha avó, antiquada, controladora, nervosa, neurótica, que achava que as pessoas deveriam gostar dela por obrigação. Tinha hora pra tudo: pra comer, pra dormir, pra estudar, pra respirar e pouco tempo pra viver. Desde pequena ela dizia que eu era rebelde, desbocada, frequentemente eu era ameaçada de ser "devolvida" caso continuasse me comportando mal. Antes que me perguntem, eu só tirava notas altas na escola, aprendia tudo sozinha, mas isso não bastava, porque eu queria viver e isso parecia ser um crime. Não podia brincar na rua, nunca deixou eu andar de bicicleta, era forçada a ir na igreja e a conviver no meio de um monte de gente velha, quando crianças da minha idade se aproximavam e vinham querer brincar, logo dava um jeito de afastá-las de mim e fazer eu achar que todas me invejavam, quando na realidade era eu quem as invejava por poderem ser crianças. Resumindo minha infância: não tinha meus pais, não podia ter amigos, não podia brincar com o que eu queria, ninguém me dava atenção pois estavam sempre ocupados demais para brincarem comigo, sofria bullying na escola e ninguém me defendia. Parabéns, esta foi a "família" que eu tive. Depois me perguntam por que eu já tentei me suicidar...

Minha adolescência também não foi das melhores. A de ninguém costuma ser muito boa, mas quando junta fator adolescência + hormônios + família ruim, as coisas tendem a piorar. Nessa época eu me revoltei mesmo. Passei por cima da autoridade deles, mandei muita gente ir pro inferno... mas ainda assim não me davam paz! Eu não podia sair, não porque se preocupavam comigo mas se preocupavam com o que os vizinhos pensariam a meu respeito. Apenas com meu primeiro namorado que deixavam eu sair, na verdade queriam me empurrar pra cima dele de qualquer modo, tanto que quando eu terminei com ele, fiquei de castigo por causa disso. Queriam que eu fosse quem eu não era. Controlavam até meu ciclo menstrual, iam fuçar na lixeira do meu banheiro pra saber se tinha vindo, e se não vinha me forçavam a tomar um remédio que forçava a menstruação a descer. Resultado disso? Com 17 anos eu quase perdi um ovário por causa desse remédio que causou um cisto gigante, e se esse cisto tivesse estourado, eu poderia ter morrido por causa do medo deles de que eu estivesse grávida. A questão é: eu SABIA que não estava grávida e tinha que aguentar essa gente neurótica!!

Durante minha infância tive depressão uma vez. Durante minha adolescência tive depressão 2 vezes. Com 12 anos eu jurei pra mim mesma que iria embora de lá logo que completasse 18 anos. Aos 18 anos eu cumpri essa promessa e fui embora. 

Está agora se aproximando o natal e querem que eu vá lá passar uns dias... mas eu não quero ir!!!!!!!!! Aí pessoas de fora ficam me olhando como se eu fosse um monstro, insensível que não tem consideração pela minha avó, que não tem dó... Hey, amor não é por obrigação ou por dó, ou se tem ou não tem e infelizmente as lembranças que eu tenho são muito ruins. Eu não a odeio ou desprezo, mas simplesmente não consigo amar... sou eu um monstro? Creio que não... eu fui criada sem esse amor, fui criada sem ouvir ninguém me dizer que me amava, sem ninguém vir me abraçar espontaneamente, num ambiente frio, austero... eu só fui ter alegria de viver depois dos meus 20 anos de idade!!! A maioria das pessoas tem boas lembranças da infância e adolescência, eu não tenho essas lembranças boas, tenho apenas lembranças ruins e as poucas lembranças boas que tenho são da minha adolescência, em momentos que eu fugia de casa pra ser um pouco feliz. 

Eu odeio o natal, porque eu gostaria de ter uma família de verdade e não tenho, porque eu gostaria de passar com as pessoas que eu amo mas sou obrigada a viajar para passar com pessoas que não amo e que me trazem lembranças muito ruins. Como eu queria poder sumir nessa época do ano :(

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um dia...

Um dia tu encontra, o que quer que esteja procurando...
Um dia tu consegue, o que quer que seu coração tanto deseja...

Um dia tu percebe que é tudo uma questão de tempo e de serenidade, pois a vida em alguns momentos pode parecer ingrata e cruel, mas isso tudo é apenas pra te deixar preparado pra vitória, seja qual for a batalha que tu escolheu lutar!

Todos podem vencer sem que outros precisem necessariamente perder, mesmo que possa parecer ridículo, as pessoas não querem as mesmas coisas portanto não há porque competir com tanta voracidade!

Um dia sua cara-metade aparece, mas tu precisa estar aberto pra isso... e agir com impulsividade e precipitação, sem ao menos ter certeza do que quer, por pura carência, é a pior coisa que tu poderia fazer com tua própria vida...

Um dia tu descobre que a paixão acaba, e o que permanece é o alicerce que foi construído ao longo do tempo... se esse alicerce não tiver a firmeza necessária, não tem como continuar... mas se o alicerce tiver sido construído de forma sólida, firme e concisa, não há tempestade ou tormenta que o derrube...

Um dia tu enxerga que a beleza está nos menores detalhes, aqueles que quase ninguém é capaz de perceber... as pessoas embruteceram seus sentidos de tal modo que sequer são capazes de dar ou mesmo de receber um carinho de verdade, um gesto de ternura, uma palavra de amor... eu apenas lamento por elas...

Um dia... as coisas vão acontecer... é apenas questão de estar preparado pra elas!