terça-feira, 9 de junho de 2009

Um apelo ao AMOR

Sou uma gota no oceano, um grão de areia no universo, uma partícula de vida com algum tipo de consciência e que gostaria de dizer algumas coisas para aqueles que tenham paciência para ler:
Nosso mundo foi feito de AMOR.
Nosso mundo precisa de AMOR.
Chega de todo esse egoísmo desenfreado que toma conta de nossas vidas; chega de viver de aparências enquanto milhares de pessoas morrem de fome a cada instante. Estaria eu fazendo apologia ao socialismo? Não! Eu não faço apologia a nenhum sistema, a nenhum governo, a nenhum tipo de doutrinação política, social, ética ou espiritual - eu estou apenas dizendo que devemos praticar o AMOR - simples assim.
Amar as pessoas seria um bom começo - pra que brigar? Pra que gritar? Pra que agredir? De que serve a violência senão para gerar mais violência? De que serve a agressão senão para trazer infelicidade e opressão? Devemos viver o AMOR - devemos nos amar, isso já seria um bom começo.
Segundo ponto: qual a necessidade de matar? Onde isso nos levou até hoje? Ao separatismo? Ao distanciamento? À doença? À falta de sensibilidade? Não deveríamos seguir esta barbarie que se perpetua a cada dia com a morte de milhares de seres inocentes para saciarmos a fome de uma minoria enquanto que poderíamos todos os seres deste planeta viver em condições dignas de sobrevivência, sem fome, sem mortes, sem sofrimento, sem barbarie - precisamos ser mais civilizados! Eu faço um apelo à vida, para que as pessoas tenham compaixão pela vida das outras pessoas e dos outros seres vivos, pois a nossa relativa "superioridade" ante aos outros seres viventes do nosso planeta em qualquer momento nos deu o direito de sermos cruéis - crueldade não combina com AMOR.
Por último, gostaria de dizer que não estou aqui para julgar ninguém nem seus atos, isso faz parte do processo evolutivo de cada pessoa, de cada nação e mesmo de cada planeta - apenas peço que reflitam antes de tomarem quaisquer atitudes, reflitam, usem seus cérebros de forma consciente e guiados pela lei universal do AMOR.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Eu Sou: o início da consciência

Eu sou o que sou.
Sou aquilo que desejo ser, sou aquilo que estou a ser,
um estado de metamorfose sou;
Sou aquilo que você enxerga, apesar de que enxergas em mim apenas aquilo que você mesmo é;
Sou aquela que sem nome ou forma é a pura essência do ser,
conquanto esta não tem sequer atributos.
Eu simplesmente sou: isso basta.

O que vive é a essência - todo o resto perece com o tempo-espaço. 

Não farei qualquer tentativa de me adequar a padrões que não me agradam ou satisfazem, por essas e outras que não assisto TV aberta, não escuto rádio ou vou em festa de povão, simplesmente porque estes institutos visam a massificar a mente humana, impondo-lhes padrões comportamentais que muitas vezes levam o ser humano a perecer em sua própria ignorância e engolir qualquer lixo que ofereçam por aí...

"Conheça a ti mesmo" e conhecerás todo o universo. Se você seguir o rebanho, você não terá a escolha do caminho que seguirá, se você seguir sozinho, apesar de todos os riscos, poderá trilhar o caminho que mais lhe agrada, no seu ritmo, do seu jeito, e certamente aprenderá muito mais do que aqueles que simplesmente seguem o rebanho cegamente e até hoje não compreendem o sentido do seu viver.

Evite se auto rotular - rótulos limitam a sua existência e suas experiências. O preconceito não gera segurança, também gera limitação. Experimente tudo o que lhe parecer razoável e somente então tire suas conclusões - mas não se deixe limitar por rótulos pessoais, sejam eles quais forem - a vida é ampla demais pra isso, respeitando-se os limites éticos do respeito pelo seu próximo e por si próprio, todo o restante é válido.

Conscientize-se de sua essência, descubra a voz que fala dentro de você, a voz silenciosa que nunca cala e ali permanece. Torne-se o mestre de sua vida, determine aquilo que você deseja e corra atrás, batalhe, lute se for necessário, mas não desista por pessimismo, obstáculos ou qualquer que seja o motivo: mesmo os sonhos mais absurdos podem se tornar realidade.

Pois o início de todo o sucesso e felicidade, ao contrário do que muitos pensam não está no universo ao seu redor, mas no universo que existe dentro de você, um universo chamado EGO, que você deve conhecê-lo e aprender a domá-lo para que sua essência possa brilhar!

sábado, 16 de maio de 2009

Sobre a falta de sensibilidade: os motivos para o egocentrismo desenfreado (pensamentos)

Como o próprio título diz, são pensamentos meus acerca deste assunto. O que me levou a pensar nisso foi a minha própria vida, com seus acontecimentos repletos da mais variada gama de emoções concebíveis em um dicionário, bem, disso eu não posso reclamar, da falta de emoções extremas!

Agora cabe falar sobre o oposto das emoções extremas: a falta de sensibilidade. Muito mais comum do que parece, e infelizmente do que deveria ser, o mundo sofre deste mal. Pessoas sensíveis são rotuladas como fracas, choronas, chatas... e as pessoas não estão preocupadas se você está bem ou mal, apenas te perguntam isso por educação, por costume, elas realmente não esperam que você responda a verdade, apenas diga que está tudo bem, retribua a pergunta, ela responderá que também está tudo bem e assim, por um diálogo hipócrita, por um meio social a sociedade se fragmenta e as pessoas se tornam cada vez mais sozinhas em meio a uma multidão. Ah, não ouse dizer que não está tudo bem, que você está com problemas... ou você verá um projeto de "amigo" se esvair num piscar de olhos!

Mas tem um detalhe bastante curioso nisso tudo: ninguém quer escutar os seus problemas, mas todos querem que você escute os problemas deles e sinta compaixão... bem, seria simples isso, se você pudesse ao menos chorar no ombro de alguém para desabafar um pouco e aliviar os seus próprios problemas, de fato facilitaria na hora de poder ajudar outra pessoa... mas com uma cabeça cheia de problemas, você vai mesmo conseguir ouvir outra pessoa e ajudá-la? Enxerga que isso é um ciclo vicioso e pernicioso que nos leva à solidão e ao isolamento cada vez mais?

Disto tudo, vem o resultado: pessoas cada vez mais egocentricas. Mas qual a origem da falta de sensibilidade? Bem, a princípio somos todos sensíveis. Entretanto, somos criados em uma cultura que permeia a insensibilidade. Veja bem, quem são os homens de "sucesso" se não homens ricos, insensíveis, frios e calculistas? Quem são as mulheres de "sucesso" se não as executivas ricas, frias, calculistas e consumistas? Ok, existem outros modelos de sucesso que encontramos por aí, mas alguém consideraria uma mulher romântica, apaixonada, que não seja rica, fria, calculista ou consumista como uma mulher de "sucesso"? Dificilmente. Pode ser difícil de aceitar o que digo, mas se você parar para pensar e analisar o nosso contexto social, perceberá que é isso que acontece.

Nossa cultura nos incita à insensibilidade. É legal ser insensível. É legal não se apegar a ninguém, viver em relacionamentos abertos, ganhar muita grana para comprar um loft no ibirapuera, andar em um audi, usando roupas de grife, frequentando festas caríssimas que só tem convidados VIP.... legal o c******!!! Isso é legal pra indústria que induz ao consumismo, isso é legal pras revistas de fofoca, isso é legal para aqueles que não estão preocupados com o ser humano mas sim, preocupados em aumentar seu egocentrismo e ganhar dinheiro com isso... eles criam a ilusão de que você andar com um carro de luxo te fará melhor que qualquer outra pessoa, e essa ilusão foi tão bem assimilada pela sociedade que até mesmo as mulheres se deixam vender por isso, achando que ficar com um cara apenas por causa do seu carro de luxo lhes trará um vida de "rainha"... mas rainha do que? ACORDEM!!! Eu definitivamente não sou uma esquerdista, petista ou algo assim, não sou contra o capitalismo, não tenho nada pessoal contra a indústria em si e nem contra o dinheiro... eu sou sim contrária a essa falta de sensibilidade das pessoas, essa frieza, consumismo, hipocrisia... Onde está a humanidade do ser humano?????

Essa falta de sensibilidade, gerada por inúmeros fatores sociais, criou um egocentrismo tão exagerado a ponto de as pessoas não mais se locomoverem de seus assentos confortáveis para visitar um amigo... quer dizer, podem até te visitar, mas em 90% dos casos você pode ter certeza que o motivo que a fez tirar seu traseiro da cadeira e ir para a sua casa, pode se resumir em: a) Assunto de trabalho que seja do interesse da pessoa; b) Alguma festa com comes, bebes e música que você resolveu fazer na sua casa; c) Essa pessoa quer fazer sexo com você. Se você tem um amigo que frequenta sua casa por algum motivo que não seja um destes 3, pode se considerar uma pessoa de sorte e, por favor, valorize esse seu amigo.

Para finalizar, cabe comentar um caso interessante que me ocorreu no começo deste ano, paralelamente aos problemas que tive na mesma época: um contato meu do orkut terminou com a namorada, bem, a namorada dele estava transtornada por inúmeros motivos que não citarei aqui por uma questão de respeito, bem, ela veio conversar comigo toda agressiva pois viu que eu tinha um certo grau de amizade com o ex-namorado dela, eu então fui conversar com ela, perguntei o que estava acontecendo, passei meu msn para ela para conversarmos... nós conversamos, ela me contou toda a história, eu apenas escutei e pedi que ela ficasse calma, tentasse esfriar a cabeça, se distrair que tudo se resolveria. Um mês depois, ela reapareceu no msn e veio me agradecer por ter sido tão gentil com ela, mesmo sem conhecê-la, agradecer pela força que eu dei... gente, isso devia ser o normal! Eu comentei com ela que não custa nada ajudar quem precisa e dar uma força pra quem se sente mal, ela me agradeceu novamente e me disse: "o mundo seria melhor se existissem mais pessoas agindo assim..." - Reflitam sobre isso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Canção do exilado

Uma homenagem à cidade onde vivo atualmente, com uma paráfrase do poema de "Canção do Exílio" de Gonçalves Dias.

Nesta terra sem palmeiras,
De onde foge o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
É que não sabem voar.

Nosso céu não tem estrelas,
Nossas várzeas não têm flores,
Nossos bosques não existem,
Nossas vidas são sem amores.

Em cismar, sozinha, a noite,
Nenhum prazer encontro eu cá;
Nesta terra sem palmeiras,
De onde foge o sabiá.

Nesta terra sem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinha, a noite,
Nenhum prazer encontro eu cá;
Nesta terra sem palmeiras,
De onde foge o sabiá.

Não permita Deus que eu morra
E que eu volte para cá;
E que lamente os primores
Que não encontro eu cá;
Sem que ainda aviste as palmeiras
Onde realmente canta o sabiá.

É bem isso que eu sinto e vejo com relação à cidade onde vivo, São Paulo capital. Se assim como eu, você concorda que é uma droga viver num lugar sujo, fedido, respirando fumaça, um lugar onde tudo é caro e longe e nem é assim tão bom, cujas pessoas são frias e que fazer uma amizade por aqui é muito difícil, bem vindo ao clube. É isso, desabafo feito.

quarta-feira, 11 de março de 2009

No dia 8 de março, dispense a rosa!

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo,
em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro
.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos,
as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado,
apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.
Autora: Marjorie Rodrigues

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quando a mosca tornou-se luz...

Eu era uma mosca em busca da luz. A luz era linda, brilhante, límpida, exercia uma atração irresistível, eu dependia dela. Onde estava a luz, lá ia eu atrás dela, ansiosa, ofegante, como um bebê que busca o seio de sua mãe, oh sim, a luz era meu caminho.

Assim como eu, milhares de outras moscas também buscavam a mesma luz.. na realidade a luz nem sempre era a mesma, mas bastava brilhar que já nos satisfazia, não importava qual fosse sua fonte.

Um dia eu percebi que viver em busca da luz não havia mudado minha vida em nada - eu continuava sendo uma mosca que se alimentava de lixo, que vivia em meio à escuridão e sem qualquer perspectiva de mudar esta situação até então.

Como era possível eu ser feliz desta forma? A resposta certa é o condicionamento. Existia um paradigma na minha mente, implantado desde os primeiros dias de minha existência que me condicionava a seguir a luz cegamente, dizia-me que "a luz é o caminho", e por conta disso eu nunca havia parado pra pensar que eu poderia ter minha própria luz, ao invés de perseguir a luz exterior que, convenhamos, sabe lá Deus qual é sua fonte...

Mas como ter minha própria luz se eu era uma simples mosca? Na realidade, fizeram eu acreditar que eu era uma mosca, mas assim como tudo o que existe no universo, eu sou energia pura, dentro de um corpo de matéria densa e moldada na forma do corpo que habito - a luz que eu procurei a vida toda por aí sempre existiu dentro de mim, foi então que percebi que a luz não precisa ser visível para ser luz: darkness is hidden light!

Hoje em dia eu não sigo mais a luz, nem mesmo a procuro, pois já a encontrei dentro de mim. E me perguntaram: mas você realmente pensa brilhar? Bem, eu não tenho um brilho visível como o da luz, mas esta luz que está dentro de mim, mesmo disfarçada de escuridão, ilumina meu caminho, meus pensamentos, minha vida... preciso de mais que isso? Claro que não. Não tenho a intenção de iluminar o caminho de outras pessoas para que possam vir a me seguir como as moscas que seguem a luz, na realidade gostaria que fossem capazes de iluminar a si próprias, sem a ilusão do brilho que chama a atenção.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Demasiado humano

Demasiado humano é meu coração, cheio de inseguranças, dúvidas e incertezas, a propósito, quem não é assim? Se um dia conhecerem uma pessoa diferente, coloquem-na sob custódia psiquiátrica, pois tratar-se de um psicopata!

Demasiado humano é o ciume que me vem algumas vezes, medo de te perder... Quem nunca sentiu ciume na vida? Sabe, haviam anos que não sentia isso por ninguém.. eu sei que não é um sentimento bom, agradável ou sequer construtivo, mas é difícil de evitar quando você está namorando uma pessoa que considera ser perfeita, muito preciosa, valiosa demais para perder por qualquer motivo que seja... e de fato, não quero perdê-lo por nada nesse mundo! Mas aí vem a questão, ciume de que? Na realidade não tenho motivos, é pura insegurança de uma pessoa que já sofreu o cão e conheceu o inferno na terra quando o assunto é paixão. Já fui traída, enganada e muito ferida por pessoas que eu gostei, tenho medo de reviver isso, não posso negar.

Demasiado humano é o forte pulsar no meu peito quando lembro dos momentos com esta pessoa tão especial, que superou todas minhas expectativas, anseios e modelos de perfeição que eu tinha até então.. é, agora tudo complicou, depois de conhecer alguém assim meus padrões de seletividade se elevaram ainda mais.. mas vale a pena.

O beijo que não foi dado carrega consigo o sabor da expectativa e do sonho, mas o beijo consumado que deu certo carrega consigo a energia da realização de um momento perfeito, sem dúvida isso é muito forte.

Demasiado humano é meu desejo de poder estar ao lado desta pessoa, de beijar-lhe, de olhar em seus olhos sem precisar dizer uma única palavra, apenas sentindo seu cheiro, sentindo o calor de seu corpo, o toque de sua pele, apreciando seu olhar, descobrindo os mistérios de sua alma tão doce...

Demasiado humana é a saudade que sinto quando não estás próximo de mim, e mesmo com meus pensamentos ao teu lado, a saudade é forte e me consome de qualquer modo.

Demasiado humano é o carinho que recebo de você, meine liebe! Nunca me senti tão querida assim antes, obrigada por fazer eu me sentir assim!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Como irritar uma pessoa

A arte de irritar uma pessoa: há tantos indivíduos que parecem se esforçar no sentido de tentar te irritar que parece algo impressionante, como uma pessoa pode ser tão ociosa a este ponto. Ok, algumas pessoas não tem essa intenção, mas de qualquer forma falta-lhes uma coisa chamada DESCONFIOMETRO.

Dizem que são os grandes defeitos que atrapalham um relacionamento, na verdade não, pois quando você descobre um grande defeito logo de cara, o mais natural é evitar determinada pessoa, na realidade o problema está nos pequenos defeitos, aquelas coisinhas mínimas que ninguém dá importância mas que com o convívio, o dia a dia, acabam com qualquer paixão.


Sobre o SEMANCOL.

Eu acho impressionante que as pessoas não percebam isso. Para ser mais exata, melhor do que explicar é dar exemplos práticos e concretos:

Situação A: A fumaça que me persegue. Você não fuma, não gosta de fumaça, tampouco do cheiro que ela deixa na sua roupa, no seu cabelo e na sua casa. Você arranja um amigo ou pior, um namorado que fuma. O indivíduo vai pra sua casa e com o tempo, se sente "em casa".
Você acaba de tomar banho, lavar o cabelo com aquele shampoo super cheiroso, acaba de passar um perfume, colocar uma roupa bonita e, de-repente, você vê aquela fumaça vindo na sua direção e... adeus cheiro bom! Aquela fumaça impregna no seu cabelo e fica um cheiro horroroso, que as vezes parece que só você é capaz de perceber isso, depois ainda fica com estigma de pessoa implicante, mas eu pergunto: Você, fumante, acha legal fazer isso? Gostaria de estar no meu lugar e ter que aturar isso e ainda achar bonito?
Não tenho nada de pessoal contra fumantes, desde que fumem BEM LONGE DE MIM! Já disse que em boa parte da minha vida eu sofri de bronquite? É, eu não sou inconveniente, apenas quero que respeitem meu banho, meu cabelo, minha casa e minha saúde, estou pedindo demais??

Situação B: A "água santa" de todo dia, NÃO nos dai hoje por favor!!!! Essa é especial para os homens.. custa tomar cuidado com o meu banheiro e com a limpeza do mesmo? É tão difícil assim acertar na mira? Por ventura é algum de vocês que o limpa, que usa e toma banho no meu banheiro todos os dias?
Ah sim, algum de vocês (essa vale pra todo mundo) gosta de usar sabonete derretido durante o banho? NÃO!?!? Pois eu também não! Então você, seja lá o que for, amigo, parente, familiar, visita que vier em casa e for tomar banho, custa tomar um pouco de cuidado para não derreter o sabonete que eu uso? Ah sim, custa secar o chão do banheiro? Não vai tirar pedaço e não vai lhe tomar nem 2 minutos do seu tempo, e vai polpar de me deixar irritada. Apesar de ser de um signo de água, não gosto de viver num ambiente úmido ou molhado, por favor, entendam isso.

Situação C: Bagunça é bom (?), mas eu não gosto. Não vou criticar quem é bagunceiro, pois também não sou nenhum exemplo de organização, mas o fato é que fazer bagunça na casa dos outros não é nada legal. Já basta a bagunça que eu mesma faço, que eu mesma me irrito e tento arrumar, agora arrumar bagunça dos outros eu acho dose!!


Sobre o ESPAÇO VITAL.

Espaço vital compreende-se por ser o espaço mínimo necessário que uma pessoa precisa para viver, se locomover e fazer suas coisas. Esse espaço varia de acordo com o nível cultural e intelectual, com a personalidade e com a educação de cada pessoa, basta observar que pessoas mais cultas e inteligentes necessitam de um espaço vital maior e, da mesma forma, sabem respeitar melhor o espaço vital alheio.
Infelizmente algumas pessoas são incapazes de compreender esta necessidade, invadindo o espaço vital da sua "vítima" das mais variadas formas, algumas eu vou aqui enumerar:
1- Pedir relatório (onde você foi? com quem você foi? o que você fez? por que não me avisou?);
2- Atrapalhar seu banho sem ter necessidade;
3- Interromper sua leitura ou estudo para insistir que você coma alguma coisa, que saia para "viver um pouco", para dizer que está preocupada pelo fato de você estar trancada no quarto o dia todo e fazer isso pelo menos umas 3 vezes ou mais ao longo de uma tarde;
4- Tentar te empurrar comida a qualquer custo (será que essa pessoa não entende o significado da palavra NÃO??);
5- Ficar fuçando seu celular, chamadas feitas e recebidas, torpedos, números de telefone da sua agenda, contatos do seu MSN, Orkut, etc..
6- Ficar te cercando numa festa em que você leve essa pessoa junto, sem dar espaço para você conversar com outras pessoas, dar risada, rever os amigos, e por aí vai...
Por favor, se você gosta de uma pessoa, existem muitas formas de demonstrar isso, não há necessidade de agir como mala sem alça e fazer com que a pessoa queira se afastar de você a qualquer custo para ter um pouco de sossego!

Mas se você tem a intenção de irritar uma pessoa, é só fazer isso tudo que enumerei que o sucesso será garantido!!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lua em Aquário

A posição Natal da Lua no Signo de Aquário é própria de pessoas que detestam cobranças emocionais de qualquer tipo. Não gostam de se ligar à pessoas mais melosas, carentes ou emocionalmente exigentes. O seu padrão emocional é de liberdade, espaço, autonomia. Dramas e ciúmes são muito mal vistos.

Extremamente sociáveis, gostam de se sentir ligados a grupos e amigos e se nutrem mais dessas relações do que de situações mais íntimas. Quando estão muito tocados ou subjugados por uma emoção, tentam esfriá-la ou cortá-la para recuperar a liberdade que gostam de manter em relação às pessoas e às coisas. Não sentem igual a todo mundo e não têm as reações previsíveis. Nunca se sabe como eles podem se sentir em relação a alguma coisa.

Espontâneos, francos em relação às suas emoções podem nos surpreender com demonstrações completamente diretas e sem rodeios de seus sentimentos. Podem parecer frios e distantes quando vamos a eles buscando carinho e intimidade. Quanto mais se tenta aproximar deles mais fogem. Quanto mais os deixamos à vontade e soltos mais se aproximam.

Têm uma habilidade única de deixar os outros fora da vida deles. Podem se enjoar com facilidade de uma pessoa ou de uma situação e, de uma hora para outra se desligar delas; buscando novos interesses e novos lugares. Não pergunte a eles sobre seus sentimentos a menos que queiram conhecer a verdade. Quando entram na fase da novidade, não insista: qualquer outra coisa vai parecer mais estimulante do que o que eles têm na mão.

Não caem em chantagem emocional, não atendem à cobranças e não se mobilizam com o descontrole emocional dos outros. Ninguém de quem depender - ninguém dependendo deles: este é o seu lema. Espaços livres, universos separados, laços e vínculos que incluem respeito à liberdade de cada um --é assim que se sentem bem.

Essa Lua não pede mimo, nem paparico, nem zelo. Pede que a deixem livre inclusive que não prestem atenção demais nela. Pede que suas necessidades possam variar. As afinidades intelectuais são pré requisitos para as ligações emocionais. Essa pessoa se sente sufocada e acuada muito facilmente, então o pior é cobrar e pressionar. Se alguma coisa não vai bem não vão tentar consertar ou resolver.

Para elas é emocionalmente mais simples cortar e cair fora. O melhor consolo é dizer-lhes que não estão obrigados a nada se não quiserem; que eles têm sempre uma outra opção; que podem deixar tudo para trás e inverter totalmente, a ordem das coisas

PS: Essa sou eu.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Pessoas tímidas x pessoas anti-sociais

Frequentemente me deparo com pessoas muito reservadas. A maioria das pessoas ficam quietas no canto delas e só se mexem quando há um forte interesse envolvido, seja profisisonal, financeiro ou sexual. De fato, a maioria das pessoas tem dificuldade em criarem vínculos umas com as outras, por diversos motivos, como medo de serem traídas, falta de interesse, desconfiança, antipatia gratuita, etc... Apesar de serem estes motivos para não se criar vínculos, percebo ainda que existe uma primeira trava que vem antes disso, uma trava que impede as pessoas de se aproximarem de outras para puxar assunto, perguntar alguma coisa, enfim, a trava da primeira aproximação. Esta trava pode ser causada por dois motivos principais: timidez ou complexo anti-social, motivos estes que pretendo discorrer um pouco sobre.


Da timidez.

Muitas pessoas são tímidas, isso é fato. Existem aquelas que até se esforçam para se socializarem, mas logo é possível perceber sua timidez quando conversamos com elas. Estas pessoas normalmente conversam sem olhar diretamente nos seus olhos, normalmente olham para baixo, como se houvesse um complexo de inferioridade. A linguagem corporal, além do olhar, também condena: cruzam os braços, mantém as mãos fechadas, algumas ficam vermelhas e chegam até a tremer. Como sei de tudo isso? Porque eu já fui tímida quando era mais nova. Como resolvi isso? Terapia do espelho, depois explico melhor.

O que causa a timidez? Falta de confiança em si próprio, falta de capacidade de resolver problemas (é uma causa e também uma consequência da timidez), sentimento de vulnerabilidade e complexo de inferioridade. Mais uma vez, digo isso por conhecimento das causas da minha própria timidez no passado, e foi através deste conhecimento que pude fazer um trabalho para resolver estes problemas e me tornar uma pessoa extrovertida.

Bom, o fato é que pessoas tímidas, como eu já fui, sentem uma dificuldade terrível de chegar em um lugar cheio de pessoas que não conhece, se entrosar em um grupo, puxar assunto e mostrar que é uma pessoa legal. Não é medo das pessoas em si, mas uma espécie de auto-punição, como se esta pessoa não se sentisse digna de receber a amizade e a atenção de outras pessoas.. isso é grave! No entanto, quando uma outra pessoa qualquer puxa assunto com um tímido, descobre que apesar de sua timidez, ele pode mostrar-se um amigo de verdade, com paciência para escutar e dar conselhos, enfim, ótimos amigos.. e essas pessoas com todo esse potencial de amizade se vêem sozinhas por conta desta barreira da timidez, por isso é bom refletir muito antes de desprezar uma pessoa apenas por sua timidez, ser uma pessoa extrovertida não é sinônimo de ser uma pessoa divertida e tampouco confiável.


Do complexo anti-social.

Pessoas com complexo anti-social não são tímidas, mas não gostam de outras pessoas logo de cara. Costumam enxergar primeiramente os defeitos para somente depois de muito tempo enxergarem alguma qualidade. Este é o oposto do tímido, pois o anti-social normalmente julga-se alguém acima do bem e do mal, uma pessoa boa demais para se misturar com qualquer um, por conta disso ele tem dificuldade em quebrar a primeira barreira do primeiro contato, uma vez que para que isso ocorra, a pessoa deve de alguma forma demonstrar estar à altura de conversar com ele.. ele só vai parar para conversar com uma outra pessoa que considere ser extremamente bonita, extremamente inteligente, extremamente rica ou com alguma qualidade muito visível a todos, pois para ele o que importa é que esta pessoa seja "especial" e, principalmente, que todos ao seu redor também reconheçam isso.

É o tipo de pessoa que alimenta um grande orgulho de ser quem ela é e por conta disso acha que o restante dos meros mortais não chegam aos seus pés.

O que causa este complexo? Orgulho exagerado, ego exaltado, excesso de auto-confiança, sentimento de invulnerabilidade e complexo de superioridade. Este tipo é bem difícil de lidar, uma vez que é mais fácil fazer um tímido fortalecer seu ego que um convencido se tocar se sua vulnerabilidade. Se alguma pessoa vier a querer conversar com um tipo desses, certamente dirá quem é um arrogante.. nem sempre isso é verdade, mas é a impressão que o anti-social passa, mesmo sem querer. Ele dificilmente terá amizades, a não ser de pessoas que ele considere especiais e que sejam do perfil de pessoas tímidas com o ego bem fraco para não se ofenderem com os anti-sociais.


Conclusão.

Diante dessas perspectivas, o ideal seria um verdadeiro equilíbrio entre estes dois perfis principais de personalidades sociais, algumas pessoas conseguem, mas a maioria se prende em um desses extremos. De qualquer modo, penso que as pessoas deveriam ser mais abertas ao mundo, a novas amizades e conhecimentos, pois toda e qualquer interação social é um aprendizado, nós só temos a ganhar com isso, ao contrário do que muitos pensam.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Desinteresse pela vida

Você já passou por uma época da sua vida em que sua única vontade é dormir o máximo que você puder? Já reparou que até as atividades prazeirosas tornam-se sem graça nesses tempos? E quanto à idéia de sumir do mapa? Já se questionou o que está fazendo nesse mundo miserável? Caso responda SIM para algumas dessas perguntas, devo dar-lhe as boas vindas ao Clube dos Desinteressados na Vida.

Quando tudo o que você enxerga ganha tonalidades acinzentadas, quando o ar já não lhe parece leve e perfumado, quando beber água deixa de ser um prazer e torna-se uma obrigação e quando você só lembra de comer porque seu estômago começa a doer de fome, você claramente está em um estado emocional de puro desinteresse pela vida, especialmente pela sua própria vida.

Mas qual a origem deste desinteresse? Eu também gostaria de saber, não sou psicóloga, psiquiatra ou algo do gênero, sequer já li livros a respeito do assunto, mas sinto na pele essa falta de interesse, que muitos podem atribuir a um princípio de depressão, bem, qualquer que seja o nome a sensação não é boa.

Eu tenho me forçado a ir pra aula, num curso que sempre gostei e não deixei de gostar, mas eu não precisava me forçar antes, agora preciso, em pleno começo de semestre e com desânimo típico de final de ano. O que mais tenho feito ultimamente é dormir, dormir muito, me fazer dormir o máximo possível, afinal, enquanto durmo pelo menos esqueço que estou viva. Se já pensei em sair pra balada? Sim, já pensei, mas não seria uma boa idéia.. no meu atual estado emocional eu certamente beberia muito, faria besteiras e o vazio só aumentaria... pois aí eu seria uma depressiva sentindo ressaca e arrependida das besteiras da noite anterior, de fato só pioraria minha situação para comigo mesma, melhor ficar depressiva sozinha em casa mesmo...

Eu gostaria de voltar a me sentir viva, de voltar a me sentir bem disposta, a acordar feliz e ir espontaneamente fazer alguma atividade que seja sem precisar me forçar. Gostaria de me sentir feliz por estar vivendo aqui e agora nessa vida, desse jeito, dessa forma.. mas eu não estou! Não tenho exatamente do que reclamar: minha saúde está ótima, obrigada; estou financeiramente equilibrada, sempre dá pra comprar o que eu quero, tenho meus bichanos que me fazem companhia e que demonstram gostar de mim, faço um curso bom, numa faculdade excelente, moro num lugar legal, não tenho problemas materiais para me sentir mal, entretanto eu me sinto mal, ou melhor dizendo, não sinto interesse por nada. Tudo está vazio, não há uma razão para eu continuar... quem precisa da Sra. N? Que eu saiba, ninguém... O que a Sra. N. fez de relevante até hoje? Nada, creio eu... By the way, what's the sense of life? For me there's no sense for this time. Como dizia Schopenhauer, "Felicidade é a de não nascer" - sábias palavras, pro meu ponto de vista.

Nas vezes em que senti alguma vontade de viver, é porque eu me sentia apaixonada, por algo ou alguém.. ou seja, era a libido que me fazia sentir interesse por alguma coisa, puro instinto reprodutor da espécie mas, o sentido da vida seria então multiplicar-se? Por favor, se for isso me avisem logo que eu dou o fora desse mundo! Se isso for objetivo da vida, quem foi o desocupado sarcástico que determinou isso? Queria ver só se fosse na pele dele.

Então vejamos, pelo fato de não estar sentindo paixão nem nenhum sentimento por ninguém que tenha natureza sexual envolvida eu simplesmente perdi o interesse pelas coisas e caí nesse vazio... irônico isso, muito irônico... as vezes eu entendo porque muitas pessoas vivem de ir pra balada sempre que podem, que vivem enxendo a cara nos bares da vida, na tentativa de fugir desse vazio que consome cada um por dentro, para fugir dessa falta de interesse pela vida e tentar torná-la menos desagradável.

Bem, como não gosto de sentir ressaca e não quero mais problemas pra minha vida, o jeito é enfrentar esse vazio estando sóbria mesmo, é bem mais doloroso, mas eu não vejo outra forma :(

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Por causa das pedras é que enxergamos as flores!

Sra. N. estava caminhando pela floresta, feliz e tranquila, tudo ia de bom a melhor, até que ela tropeçou numa pedra e caiu. Num primeiro momento o tombo doeu muito, mas ela então teve a oportunidade de se sentar sobre a pedra em que tropeçou, parar um pouco de correr e observar.. ela percebeu que ao seu redor existiam flores muito bonitas, exóticas, raras, de um aroma doce e de presença marcante naquele momento.

Foi então que ela percebeu que enquanto andava pela floresta, ela não notava que essas flores existiam, somente no momento em que a dor veio e que ela parou pra pensar é que ela se deu conta da beleza existente ao redor dela, beleza esta que sempre a acompanhara mas que a Sra. N. era incapaz de usufruir. Isto deixou-a, de certo modo, feliz... ela não estava sozinha em meio a floresta!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pra que calmante se posso escrever?

Madrugada de segunda pra terça: o inferno na terra pra mim - nervosismo, insônia e enxaqueca, o trio avassalador. Tomei 2 comprimidos de calmante e 1 comprimido pra dor de cabeça... com muito esforço consegui dormir por um período de 4horas... e ainda há quem diga que esses remédios funcionam!

Na realidade é a primeira vez num longo período que me senti assim... Aí me perguntam: o que te deixou assim, Sra. N.? Simples, viva num momento em que a pessoa por quem se está apaixonada te largue falando sozinha quando você mais precisa e ignora o seu telefonema...

Foi isso que o Sr. M. fez ontem a noite... mas o pior foi hoje ele vir me cumprimentar como se nada tivesse acontecido, me perguntando "tudo bem?", como se eu tivesse motivos ou mesmo cara de quem estava se sentindo bem ou feliz da vida...

Mas o que isso tudo tem a ver com o título deste post? Simples.. hoje quando cheguei em casa eu só sentia vontade de chorar, até meus bichanos se compadeceram de minha situação.. meu coração apertava, meu estômago doía, minha garganta estava travada.. Mas por que minha gartanta estaria travada? Os dois primeiros era de se entender que estivessem doendo, mas o que causava aquele "aperto" na minha garganta?

Após refletir um pouco, percebi que eram as palavras que estavam presas ali e que eu não havia liberado... as emoções pesadas que deveriam ser liberadas por palavras, encontravam-se presas, me sufocando de modo cruel.. foi aí que resolvi gritar para o mundo tudo aquilo que estava preso, e percebi que enquanto escrevo aquilo que sinto, que me vem uma sensação de alívio, leveza, calma... o aperto da garganta, do coração e do estômago passaram, coisa que o calmante de ontem não foi capaz de fazer.. por essas e outras que questiono: Pra que calmante se eu posso escrever e obter o mesmo efeito?

Introdução: as palavras que não foram ditas...

Criei este blog basicamente para desabafar um pouco. Por falta de oportunidades, interesse, amigos que estejam dispostos a me escutar, descobri que ao escrever eu tenho a oportunidade de colocar pra fora tudo aquilo que eu sinto, sem a necessidade de provar alguma coisa que seja, sem precisar me explicar, sem precisar medir minhas palavras e principalmente, sem precisar engolir aquilo que gostaria de dizer e que não gostaria de escutar..

O que faz uma pessoa se sentir no direito de te humilhar, pisar e te machucar por um erro que você cometeu sem que houvesse qualquer intenção? Será que o fato dessa pessoa querer acabar com você vai resolver os problemas dela, vai fazer a vida dela ser mais feliz? Por que este prazer em querer destruir uma pessoa que nitidamente é o elo mais frágil de uma relação? Sensação de poder? De qualquer modo, não encontro justificativas para tais atitudes...

Por que as pessoas não assumem que tem uma parcela de culpa em todo erro, ao invés de jogarem a culpa inteira contra uma pessoa que sequer tinha motivos para querer prejudicar alguém? Admito ter minha culpa parcial em tais situações, mas jogar a culpa toda sobre mim, tendo em vista que existiam pessoas acima de mim com uma responsabilidade ainda maior que a minha e que nada fizeram em tempo hábil para evitar o erro, não seria exagero? Pareço me fazer de vítima? Talvez esteja me fazendo de vítima, talvez eu seja de fato vítima, eu seria parcial demais em afirmar qualquer coisa nesse sentido.

A princípio, o que eu gostaria de desabafar aqui é: NÃO JOGUE A MALDITA CULPA EM CIMA DE APENAS UMA PESSOA QUANDO OUTRAS ESTÃO ENVOLVIDAS!