Só aqueles que sentem são capazes de perceber isso.
É arrebatadora
A ventania que corta minha pele
Numa fúria digna de um deus
Mas com um toque aveludado a me acariciar
Não há limites, não há perdição
É tudo uma questão de ótica
Pois as vezes o certo pode ser o errado
E o profano pode ser sua salvação...
Num mundo louco, que não segue regras
Em vão tentei ser correta, mas não sei
Por que a retidão em nada me atrai
Mas na luxúria eu encontro meu mundo
Ficar me limitando pra que?
Eu não ganhei nada com isso até hoje
Mas eu bem me lembro da vez que fui eu mesma
Ahhhh aquelas noites foram inesquecíveis...
Eu conheci o que era o amor
Somente através do pecado
Pois a noite é a minha melhor amiga
E eu sou filha de tudo o que é errado, delícia!
Eu não quero ser santa, eu não quero ser donzela
Pois eu sou aquela que habita seus sonhos
E não pretendo abdicar deste poder
Por ter dó de pessoas incapazes...
Quem prova de meu cálice jamais esquece
O ardor do veneno em seu sangue
E a loucura que é experimentar
Da poção libertadora de almas!
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