A pergunta que veio quando eu sequer imaginava, esperava ou desejava...
- Naná, gosto muito de ti mas não suporto mais estar próximo de ti sem ter você só pra mim... namoraria comigo?
E eu pedi que me desse alguns dias para pensar, apesar de que eu já tinha quase certeza que eu diria não. Eu disse que precisava pensar, experimentar algumas coisas para tomar qualquer decisão que fosse com mais firmeza e eu pude ter esta firmeza.
Saí este fim de semana com meus amigos. Na sexta fui pra Sarajevo na augusta, no Sábado fui no Ego Club na república e no domingo fui na Lôca na frei caneca. Oh yes, sou bastante eclética, fora outras coisas que não cabem citar aqui neste post. Fiz o que tinha que fazer. Experimentei o que eu queria experimentar. Consegui o que eu tinha em mente e foi ótimo.
Eu tinha que dar a resposta hoje. Sim, recebi um prazo pra isso. E a resposta foi "não'' com uma firmeza que eu jamais senti antes. Ele era lindo, mas não era suficiente, eu senti que faltava algo: faltava ele compreender o que eu sinto. Faltava compreender que existe dentro de mim um rompante de liberdade que explode dentro do meu peito e me faz me sentir completa, me sentir viva, me sentir feliz comigo mesma, sem carência, sem precisar ter um namorado ou alguém pra resolver um problema cuja solução está dentro de mim mesma.
Agora tu me perguntas se eu me arrependo? Definitivamente não. Ele não era a pessoa certa e estaja agindo com carência, sentimento de posse e quando eu percebi que isso seria uma sentença de prisão, eu pulei fora. E faria o mesmo novamente. Pra ficar comigo, só uma pessoa que seja capaz de sentir o que eu sinto, do contrário eu fico sozinha por opção sim. E continuarei assim até que surja a pessoa certa.
Se eu fosse tentar descrever tudo o que eu sinto, eu seria capaz de escrever páginas e mais páginas e jamais seria capaz de passar pra vocês a amplitude disso, mas sem problemas. Eu espero que ele possa superar isso e encontrar o caminho para a liberdade dentro dele, como eu encontrei, e desta forma ele poderá ser feliz consigo mesmo, sem precisar agir com carência ou possessividade novamente.

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