Algumas coisas a razão não explica. Fato.
Contigo não foi diferente. Nada fora planejado, nada fora calculado, simplesmente aconteceu.
Eu poderia embarcar nisso, sem dúvida, mas não o fiz... não sem saber onde estava pisando. Não que eu tenha condições de oferecer qualquer tipo de estabilidade, eu sei que não, talvez foi por isso que tu tanto me atraiu...
Eu sou como o vento, cortante, livre, expansiva... mas também tenho o poder do fogo, que queima, consome, aquece e destroi. Tu conheceste isto melhor que ninguém. Tu percebestes o tamanho do risco e eu não posso culpá-lo por nada, esta sou eu, como eu sempre disse ser: livre, forte, expansiva, intensa, apaixonada e verdadeira. Poucos conseguiriam me amar pelo que eu sou e eu nunca culpei ninguém por isso.
Por que eu abri mão de ti se eu poderia lutar? Pelo simples fato de que se fosse pra tu ser meu, eu não precisaria lutar ou deixar de ser quem eu sou pra isso, portanto eu te dei liberdade, te daria essa liberdade quantas vezes fosse necessário, mas entenda: eu não correria atrás de uma causa que eu sempre soube que não ganharia. E sabe por que eu não ganharia ou sequer isto poderia dar certo? Porque somos muito parecidos, e isso... assusta!
Tu foste muito especial e eu jamais encontrarei alguém igual a ti, jamais... assim como eu te garanto que tu nunca vai encontrar alguém como eu... me perdoe se eu cruzei teu caminho e baguncei tudo, mas acredite, tu também bagunçaste e muito a minha vida, portanto estamos quites. Se eu gosto de ti? Sim, gosto muito e nada vai mudar isso. Mas eu preciso seguir em frente e dar valor pra quem me valoriza. É por isso que eu estou disposta a aceitar namorar com ele, mesmo ainda pensando em ti. Eu serei feliz e tu também será. Eu te mostrei o caminho, tu já sabes o que fazer agora. Um último beijo pra ti.
Nanay...

0 comentários:
Postar um comentário