terça-feira, 5 de abril de 2011

What now?

Esses dias andei pensando na vida, pensando em tudo o que aconteceu nesses últimos dias e devo admitir que estou confusa. Mas pior, confusa até comigo mesma.

Será que mais uma vez eu me enganei ao julgar? Espero que não seja o caso. Está tão difícil de articular meus próprios pensamentos, sabe? Minha cabeça está muito confusa com isso tudo. Tenho até mesmo vontade de chorar o tempo todo sem ao menos entender muito bem os motivos.

Sim, existe amor, isso é fato. Sim, existe insegurança também; e possessividade e ao mesmo tempo, confiança. É, eu disse que estava bem confuso. Eu não conseguia dizer "te amo" - simplesmente ficou tudo calado, quase como em um luto. Meu coração parece estar esfriando... e agora, o que eu faço? Isso me recorda de situações passadas.. de certo modo não é uma situação nova. Eu já vivi algo assim antes, uma vez, aos 16. Mas foi diferente, apesar de parecido. A intensidade foi forte, apesar de ser diversa a situação. Na primeira vez não houveram palavras; dessa vez palavras não faltaram. Explicações em demasia para algo que eu não conseguiria entender racionalmente e menos ainda no meu âmago. E eu aqui reclamando de algo que sequer acabou - mas o buraco que já se criou ainda não foi tampado. 

Meus pensamentos estão confusos, mas eu me sinto, na realidade, vazia. Não vou dizer que esta sensação seja ruim ou boa, um balde vazio pode receber água fresca, ao passo que o balde que nunca renova sua água percebe que ela apodrece uma hora. Mas as coisas não são assim tão simples como poderiam ser. Tratam-se de duas vidas e não apenas de "idéias" ou pensamentos. Aqui eu falo do campo das emoções, pois ontem eu me senti morta o dia todo. E hoje? Quem irá me resgatar novamente para a vida? 

As vezes uma coisa pode parecer uma tremenda bobagem aos olhos de uma pessoa, mas essa mesma coisa pode ser extremamente preciosa pra outra pessoa. Quem está certo e quem está errado? Ninguém. Eu desejava um chocolate, e esse chocolate me foi negado porque foi considerado sem importância, descartável e fadado ao final. Mas como eu desejei provar do sabor desse chocolate, mesmo sabendo que uma hora ele poderia acabar. Eu não me preocupava com o final dele, mas com o sabor doce que me traria enquanto pudesse desfrutar. Pena que tem gente que sequer se arrisca a desfrutar desse sabor por medo dele acabar e dessa forma, deixam de viver por medo da própria vida. Uma pena mesmo. Isso me entristece. Foi assim que o buraco surgiu. E agora, como preencher o vazio da torre que desabou?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu sou como o caos, mas um pouco previsível talvez...

Ninguém poderia compreender os sentimentos que existem dentro de mim a não ser eu mesma, e eles são tão complexos, tão humanos, por vezes mesquinhos, por vezes altruístas, adultos ou infantis, no final das contas eu sou uma mescla disso tudo e mais um pouco. Dentro de mim existe uma menina, existe uma mulher, existe uma mãe e existe uma guerreira, tudo junto e misturado, concluindo naquilo que eu sou: alguém que foge aos rótulos e pode surpreender a qualquer momento. Tenho perfil de mãe? Não. Tenho perfil de donzela? Também não. Tenho perfil pervertida? Também não. Afinal, meu perfil qual seria? A melhor coisa para me exemplificar seria o caos.

Sou intensa, profunda, complexa, tal como o oceano. O caos reside dentro de mim; qualquer ordem aparente se deve aos valores que adotei pra minha vida, que mantém ao menos minha dignidade intacta. Pode-se questionar qualquer coisa a meu respeito, mas minhas atitudes nunca são guiadas por 'pouca coisa'. Sou loucamente apaixonada pela vida e loucamente apaixonada por mim mesma - sim, eu me amo louca e profundamente! E não poderia me amar menos com todas essas qualidades e defeitos que eu tenho, do contrário não seria quem sou!

Eu já disse muito "Não" e também já o escutei e foram essas negações que definiram o rumo das coisas fazendo eu chegar onde cheguei. Minha conclusão disso tudo? Eu aprendi a amar o "Não" tão intensamente ou até mais do que eu amo o "Sim". Mesmo que doa, a princípio, o sofrimento quando passa deixa uma recompensa: o aprendizado. Seria eu capaz de amar o sofrimento? Certamente sim. 

Deixo o vazio para as pessoas que são vazias por dentro; deixo as coisas falsas ou incompletas para quem gosta de se iludir; na minha vida, não existe meio-termo nesse aspecto, minha complexidade não o permitiria. Deixo a fé para quem acha que as coisas caem do céu, e que me perdoem essas pessoas, mas minha oração é a ação, o meu "deus" é meu coração e é a ele que dirijo minhas reverências. O único mundo que conheço é o meu mundo interior. Conheço o meu deus interior, conheço os meus demônios interiores, conheço meu mundo particular, lindo, colorido, intenso, profundo e apaixonante, que por vezes pode amedrontar aqueles que temem o desconhecido.. não os culpo, eu mesma demorei tanto pra me acostumar com isso tudo!!

Eu sou como o caos, mas um pouco previsível talvez...