segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu sou como o caos, mas um pouco previsível talvez...

Ninguém poderia compreender os sentimentos que existem dentro de mim a não ser eu mesma, e eles são tão complexos, tão humanos, por vezes mesquinhos, por vezes altruístas, adultos ou infantis, no final das contas eu sou uma mescla disso tudo e mais um pouco. Dentro de mim existe uma menina, existe uma mulher, existe uma mãe e existe uma guerreira, tudo junto e misturado, concluindo naquilo que eu sou: alguém que foge aos rótulos e pode surpreender a qualquer momento. Tenho perfil de mãe? Não. Tenho perfil de donzela? Também não. Tenho perfil pervertida? Também não. Afinal, meu perfil qual seria? A melhor coisa para me exemplificar seria o caos.

Sou intensa, profunda, complexa, tal como o oceano. O caos reside dentro de mim; qualquer ordem aparente se deve aos valores que adotei pra minha vida, que mantém ao menos minha dignidade intacta. Pode-se questionar qualquer coisa a meu respeito, mas minhas atitudes nunca são guiadas por 'pouca coisa'. Sou loucamente apaixonada pela vida e loucamente apaixonada por mim mesma - sim, eu me amo louca e profundamente! E não poderia me amar menos com todas essas qualidades e defeitos que eu tenho, do contrário não seria quem sou!

Eu já disse muito "Não" e também já o escutei e foram essas negações que definiram o rumo das coisas fazendo eu chegar onde cheguei. Minha conclusão disso tudo? Eu aprendi a amar o "Não" tão intensamente ou até mais do que eu amo o "Sim". Mesmo que doa, a princípio, o sofrimento quando passa deixa uma recompensa: o aprendizado. Seria eu capaz de amar o sofrimento? Certamente sim. 

Deixo o vazio para as pessoas que são vazias por dentro; deixo as coisas falsas ou incompletas para quem gosta de se iludir; na minha vida, não existe meio-termo nesse aspecto, minha complexidade não o permitiria. Deixo a fé para quem acha que as coisas caem do céu, e que me perdoem essas pessoas, mas minha oração é a ação, o meu "deus" é meu coração e é a ele que dirijo minhas reverências. O único mundo que conheço é o meu mundo interior. Conheço o meu deus interior, conheço os meus demônios interiores, conheço meu mundo particular, lindo, colorido, intenso, profundo e apaixonante, que por vezes pode amedrontar aqueles que temem o desconhecido.. não os culpo, eu mesma demorei tanto pra me acostumar com isso tudo!!

Eu sou como o caos, mas um pouco previsível talvez...

Nenhum comentário:

Postar um comentário